Não compre móveis agora
Por Redação
Não é exagero dizer, inclusive, que depois de trabalhar em casa, a régua das pessoas quanto à avaliação do ambiente de trabalho subiu consideravelmente em todos os aspectos, aumentando a pressão sobre gestores e decisores. Mas vai além: o dilema central enfrentado pelo mundo é que não há consenso sobre quase nada em relação à Covid-19. Assim, o que se considera hoje como melhores práticas de prevenção ao vírus ainda precisam ser testadas nas empresas. E o resultado é incerto. O que hoje é considerado ideal pode se transformar em obsoleto rapidamente, tornando todo o investimento em mobiliário um desperdício de dinheiro e insatisfação por parte dos times.
Ok, o cenário é complexo. A boa notícia é que existe, sim, uma luz no fim do túnel. E o primeiro passo para alcançá-la tem a ver com planejamento e bom senso na tomada de decisões. Aqui vai um bom exemplo: será que é hora de comprar mobiliário, empoçando capital em passivos, num momento de escassez financeira e transição? A resposta é não! Mas, antes de explicar o porquê, vamos conhecer com mais profundidade o cenário que se impõe.
Mad Men, The Office, Billions. O que vem agora?
Essas três séries de sucesso têm um fator comum: todas se desenvolvem no ambiente profissional. Mad Men reproduz uma agência de publicidade dos anos 1960, The Office retrata as impropriedades cometidas por um chefe egocêntrico nos anos 1990, e Billions mostra um escritório de investimentos hightech dos dias atuais (isso antes da pandemia, é claro!). É muito interessante observar as mudanças no conceito de mobiliário entre as décadas retratadas e como elas refletem o seu tempo. A questão que se coloca hoje é: qual será a nova tendência corporativa para esse novo normal? Há várias pistas e algumas verdades.
Verdade um. O home office intermitente veio para ficar
Pesquisas da ISE Business School afirmam que 80% dos gestores que adotaram o home office aprovaram o novo modelo de trabalho e têm avançado exponencialmente o processo de digitalização de seus colaboradores. Já algumas empresas, como o grupo francês PSA, que no Brasil produz carros das marcas Peugeot e Citröen, deve adotar o home office para 100% dos colaboradores de áreas administrativas em toda a América Latina. O Twitter foi mais radical. Aqueles que optarem pelo modelo remoto poderão adotá-lo por tempo indeterminado.
O mais comum, no entanto, parece ser a retomada gradativa ao ambiente de trabalho, além da adoção de home office em alguns dias da semana. Como dissemos no artigo anterior, uma pesquisa realizada pela FGV prevê 30% de crescimento na adoção do home office, mesmo depois da contenção da doença. Diante desse cenário, as empresas terão de conceber um projeto de mobiliário adaptável a esse novo fluxo.
Verdade dois. As pessoas sentem falta do contato presencial
Eis aqui uma aparente contradição. Se as pessoas aprovaram o home office e foram altamente produtivas ao adotá-lo, por que voltar aos escritórios? Segundo artigo publicado pela Steelcase, empresa líder global em soluções de arquitetura corporativa, a retomada simboliza “a simples alegria do café com os colegas de trabalho. O esboço de ideias em quadros brancos, post-its e displays digitais em espaços confortáveis para reuniões”. Finalmente, “a energia coletiva e a vibração de um espaço cheio de pessoas unidas em um propósito comum”.
Essa ideia parece ser compartilhada pelos brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Ticket, marca de benefícios de refeição e alimentação, que entrevistou sete mil profissionais, aponta que a maior queixa dos entrevistados é quanto ao distanciamento dos colegas. Assim, a volta ao escritório, mesmo que de modo intermitente, é esperada por muitos.
Agora, as empresas estão desvendando a equação que resolve o falso dilema: é possível unir o melhor dos dois mundos – remoto e presencial – desde que o ambiente esteja preparado para isso. Algo que nos leva à terceira verdade.
Verdade três. Enquanto não houver vacina para a Covid-19, o distanciamento social e o uso de máscaras serão obrigatórios
Pois é. Se há um consenso quanto à doença, é que sem vacina não nos livraremos dela tão cedo. Assim, o papel das empresas é projetar seus ambientes para dar segurança sanitária às pessoas sem isolá-las, de modo que, mesmo no trabalho, não interajam com seus colegas. E como fazer isso? Segundo a Steelcase, três fatores são fundamentais: distanciamento físico, padrões de circulação e contexto espacial. Veja o exemplo dado pela empresa.
SALA DE REUNIÃO ANTES DO CORONAVÍRUS
Capacidade: 10 pessoas
Contexto espacial: paredes fixas e entradas em um espaço fechado

SALA DE REUNIÃO PÓS-CORONAVÍRUS
Capacidade: 6 pessoas
Contexto espacial: remoção de assentos, acessórios de organização e armários coletivos. As cadeiras ficam afastadas, pelo menos dois metros de diâmetro umas das outras, e um padrão de circulação unidirecional para entrada e saída deve ser adotado.

Esse é apenas um exemplo. Ambientes como os cafés devem ser repensados, bem como as mesas de trabalho, áreas sociais, de alimentação, recepções e até entradas e saídas. Em resumo, os locais devem reduzir a densidade de pessoas e aumentar os espaços.
Mas isso não significa que os escritórios devam ficar com cara de hospital. Longe disso! O desafio será manter o ambiente descontraído, mas com total segurança. Segundo uma reportagem publicada no jornal A Gazeta, a ideia é que os espaços de uso comum se transformem por completo. Sofás devem dar lugar a poltronas, as áreas externas serão mais valorizadas e a vegetação será bem-vinda para trazer sensação de acolhimento às pessoas. Aliás, na visão do arquiteto Sérgio Athié, presidente e sócio-fundador do escritório de arquitetura Athié Wohnrath, os móveis “com cara de casa” estão ganhando força no ambiente profissional, aumentando o senso de humanização herdada da prática de home office.
Outro aspecto fundamental será a tecnologia. A adoção de leitura facial para o acionamento de elevadores e portas, monitoramento de temperatura por meio de sensores e dispositivos que indicam quando alguém está próximo demais são medidas que vêm sendo adotadas ou consideradas por diversas empresas no mundo, que enxergam nessas medidas profiláticas a possibilidade de um novo recomeço. Só o tempo dirá se esse será, de fato, o novo normal.
Conclusão
Agora, voltemos à questão inicial. Se diante de todas as incertezas e investimentos que precisarão ocorrer para as necessárias adaptações nas empresas, fica claro que este não é o momento certo para comprar mobiliário. Nesse cenário, o que fazer? Nós podemos ajudar. Há mais de vinte anos, quando a ideia de mobilidade era pouco conhecida no Brasil, a John Richard já oferecia a seus clientes o conceito de mobiliário como serviço. Trabalhando para entregar as soluções que cada empresa precisa em qualquer contexto,
desenvolvemos e entregamos projetos de mobiliário como serviço pelo tempo que for necessário. Assim, você estará sempre pronto para o novo normal, seja ele qual for. Confira aqui tudo o que temos a oferecer e agende um bate-papo para tornarmos o seu projeto de retomada uma realidade de sucesso.