NR17: como escolher móveis ergonomicamente certificados?

NR17: como escolher móveis ergonomicamente certificados?
Um dos investimentos que podem oferecer maior retorno aos empresários no que diz respeito ao mobiliário corporativo é em ergonomia, especialmente nas diretrizes expressas na NR-17, responsável por estabelecer as características desses móveis.
Com o objetivo de apresentar aos gestores maiores informações sobre a conformidade com a NR17, redigimos um artigo detalhando os critérios técnicos para a escolha de mobiliário corporativo ergonomicamente certificado e a importância dessas escolhas.
No texto vamos fornecer um guia prático para validar ajustes de cadeiras e dimensões de mesas conforme as normas da ABNT, de forma a garantir um ambiente de trabalho seguro e produtivo, assim como a John Richard oferece, pois conta com um portfólio 100% aderente às normas vigentes, com móveis por assinatura que aliam ergonomia de ponta e flexibilidade, assegurando o bem-estar dos colaboradores e a conformidade legal das empresas.
O que é a NR17 e por que ela é vital para sua empresa?
A Norma regulamentadora 17 foi criada para normatizar as diretrizes de ergonomia, na sua forma mais ampla, em ambientes de trabalho, dentro e fora do escritório, uma vez que se tornou muito comum a contratação para home office e híbridos.
O foco da NR-17 é definir as adaptações necessárias nos locais de trabalho de forma a oferecer as melhores condições possíveis para que as características psicofisiológicas dos funcionários sejam priorizadas e respeitadas.
A NR-17 tem como maior objetivo ajustar o ambiente de trabalho e as ferramentas utilizadas para que eles proporcionem o maior conforto e segurança possíveis, bem como contribuam para a saúde física e mental dos colaboradores.
Justamente por todos esses cuidados com a saúde física e mental dos colaboradores é que a NR-17 é vital para as empresas, pois contribui diretamente para a redução do número de afastamentos por motivos de saúde, prevenindo as lesões por esforço repetitivo (LER), distúrbios musculoesqueléticos (DORT), diminuindo ainda o absenteísmo.
Assim como contribui para redução de ausências, a NR-17 é grande aliada do engajamento das equipes, que têm seu foco ampliado, maior capacidade de concentração, aumento da eficiência e consequentemente da produtividade, uma vez que os colaboradores se sentem valorizados pela empresa e o ambiente organizacional se torna mais harmonioso..
O investimento em ergonomia não só reduz a fadiga e desconforto, ela mantém a empresa em conformidade legal, pois o descumprimento das diretrizes da NR-17 pode gerar aos empregadores multas, sanções e passivos trabalhistas
NR17: como escolher móveis ergonomicamente certificados na prática?
De acordo com a NR-17 a escolha do mobiliário é fundamental para que a empresa se adapte às normas estabelecidas para ergonomia, que vão além de móveis, e abrangem também o levantamento máximo de carga, as condições de iluminação e ruídos, e o ritmo de trabalho e pausas necessárias em atividades como o atendimento telefônico.
Critérios para cadeiras de escritório: ajustes obrigatórios de altura e encosto
Para escolher as cadeiras mais adaptáveis possível, algumas prioridades devem ser seguidas, como a capacidade de ajuste da altura, que é uma das considerações mais importantes, pois ao sentar o colaborador deve ter os pés firmemente plantados no chão, com os joelhos em um ângulo de 90°.
Sendo essa a escolha de mobiliário mais significativa para o conforto ergonômico, outra consideração a ser feita é com o ajuste do encosto, que deve ter angulação para um apoio firme da lombar, de forma a respeitar a curvatura da coluna.
O assento deve oferecer uma borda frontal arredondada, de forma a estimular a circulação sanguínea nas pernas e principalmente atrás dos joelhos, bem como apoio para os braços, também ajustáveis, e uma base estável com 5 rodízios para manter a estabilidade durante seu uso.
Para complementar a ergonomia do assento, uma recomendação é o uso de apoios para os pés, que não são obrigatórios mas são muito úteis quando a cadeira precisar ser ajustada ao ser utilizada em uma bancada ou mesa mais alta, e os pés do funcionário não puder ficar plantado no chão.
Mesas de trabalho: dimensões e bordas arredondadas segundo a norma
Na sequência de cuidados com a ergonomia, logo depois das cadeiras as bancadas e mesas de trabalho também merecem bastante atenção, para que estejam em conformidade com as normas e ofereçam o conforto e a segurança necessários.
A altura das mesas e bancadas deve proporcionar um espaço confortável para abrigar as pernas dos colaboradores, especialmente na altura das coxas. Os cotovelos devem ficar alinhados à superfície de apoio, também em um ângulo de 90°.
Em postos de trabalho compartilhados as mesas e bancadas com regulagem de altura são as mais indicadas para que cheguem o mais perto possível da melhor posição para todos.
O ideal é que a superfície das bancadas ou mesas sejam foscas, de forma a evitar reflexos que incomodem a vista dos funcionários. Outro recurso bastante útil é o suporte para monitor ou notebook, que permite que a máquina se mantenha na altura ideal, com a borda superior na direção dos olhos.
A importância do Laudo Ergonômico de Produto
Ainda que todos os cuidados sejam tomados de acordo com as diretrizes da NR-17, é extremamente importante que a empresa conte com os laudos técnicos para se assegurar que os produtos foram certificados e que a configuração e mobiliários estão de acordo com as normas exigidas.
Há o laudo técnico do mobiliário, que constata que a peça foi avaliada por um profissional competente e certificada como ergonômica. Esse laudo técnico deve ser fornecido pelo fabricante ou vendedor comprovando que os requisitos da NR-17 foram atendidos.
O mobiliário adquirido deve estar dentro das normas da ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, que é o órgão responsável por garantir que a ergonomia, qualidade e vida útil estejam dentro do que é esperado.
Passo a passo para validar a certificação de um móvel corporativo
Dadas as informações acima, sobre a importância da ergonomia no mobiliário corporativo e as diretrizes da NR-17, outra medida importante é saber reconhecer a certificação dos móveis e conseguir avaliar sua veracidade. Vamos mostrar abaixo como saber se os certificados apresentados são, de fato, verdadeiros:
Verificando as normas da ABNT correlatas (NBR 13962)
Para saber o que procurar nas certificações dos móveis corporativos é preciso, em primeiro lugar, conhecer as diretrizes estabelecidas pela ABNT, que de acordo com a NBR 13962 estabelece os requisitos e os métodos de “ensaio” para as cadeiras.
É ela quem define como devem ser as características dimensionais e físicas das cadeiras de escritório, para que estejam de acordo com os requisitos de durabilidade, de resistência, conforto e estabilidade.
Como identificar fornecedores que realmente cumprem a NR17
Para conseguir identificar os fornecedores que estão dentro das diretrizes estabelecidas pela NR-17 é possível solicitar a AET, Análise Ergonômica do Trabalho, ou mesmo um laudo técnico que tenha sido elaborado por um profissional capacitado, de forma a atestar que o mobiliário está de acordo com as normas.
Outra medida importante é se certificar sobre a “ajustabilidade” das peças do seu interesse, especialmente se elas são capazes de oferecer conforto, segurança e manter a postura dos usuários adequada.
Mais um fator que deve ser considerado é para que tipo de atividade o fornecedor fabrica seu mobiliário, pois se houver um nicho específico isso pode comprovar que os responsáveis pelas medidas e ajustes dos móveis conhecem as necessidades dos profissionais da área.
O que procurar na etiqueta e no manual do produto
E por último, mas não menos importante, busque as informações nas etiquetas e manuais dos produtos antes de adquiri-los. Nas etiquetas dos móveis devem constar a identificação do fabricante, com nome completo e CNPJ.
A norma de referência que avalizou a criação do produto, com suas medidas e ajustes, como por exemplo uma menção “Conforme a NR-17”. Também deve constar o número do laudo ou do certificado emitido pelos técnicos ou laboratórios responsáveis.
Já nos manuais de instrução dos mobiliários corporativos devem ser inclusas as instruções de uso, de ajuste, de apoio lombar, os materiais utilizados na peça, como tecido e densidade da espuma, e as orientações sobre como utilizar corretamente o produto, bem como o período indicado para realização da manutenção preventiva.