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Cenário político e econômico preocupa profissionais de Real Estate


A John Richard esteve presente em mais um evento da CoreNet.

Assim como diferentes segmentos, o mercado imobiliário corporativo tem sofrido os impactos do cenário instável da economia brasileira. No dia 16 de março, profissionais de Real Estate participaram do primeiro evento da agenda de 2016 da Corenet, associação que os representa no mercado local.

O palestrante convidado foi Claudio Tavares Alencar, professor doutor da Escola Politécnica da USP e membro do Núcleo de Real Estate da Poli (NRE), o qual divulgou informações que integram uma análise do NRE, com base em estimativas do Banco Santander, assim como dados da análise do desempenho do mercado de imóveis corporativos de alto padrão, fornecidos pela empresa de pesquisa Buildings.

Entre as questões apresentadas, Cláudio destacou que, conforme o estudo realizado, caso nenhuma medida seja adotada para reverter a situação da economia brasileira, a expectativa é de que a dívida pública chegue a 90% do PIB (Produto Interno Bruto) no final de 2018. Segundo o palestrante, as empresas de rating têm considerado que o ideal seria manter algo em torno de 55% para manutenção do grau de investimento do Brasil, apesar de destacar que não há um número “mágico”, fazendo referência a outros países, como o Japão, que tem uma relação entre a dívida pública e o PIB muito pior. “É algo muito preocupante já que os agentes financiadores irão questionar a capacidade de solvência desta dívida”, alertou.


Diante deste contexto, o Comitê aponta três estratégias que poderiam equacionar a situação do país. Entre elas está o ajuste fiscal focado, prioritariamente, no longo prazo, com a contração da estrutura do Estado e, principalmente, a reforma previdenciária. Outra hipótese levantada por membros do grupo seria a busca do equilíbrio das contas públicas e, portanto, da inversão da curva de crescimento da dívida, por meio da aceitação e do convívio da economia com índices mais elevados de inflação. 

 

A terceira via diz respeito a manter uma gestão passiva diante do problema que não reverte a curva de crescimento, porque mantém o ambiente político e econômico vigente marcado por uma grande aversão ao risco.

 

Entre os impactos econômicos no setor de Real Estate, Claudio citou a redução de 50% no volume de lançamentos de empreendimentos residenciais na cidade de São Paulo em 2015. O crédito está mais alto e a demanda tem se retraído frente ao alarde de grandes descontos no mercado residencial.

 

Outra observação diz respeito ao fôlego ‘curto’ por parte da maior parte das empresas de Real Estate que pode não sobreviver nos próximos anos devido ao longo período de crise, iniciado em 2014.

 

Por outro lado, Claudio lembra que é possível identificar certo dinamismo em cidades e regiões ligadas ao setor exportador, como aquelas que atuam no  agrobusiness. Ele menciona ainda que o câmbio tem trazido o ingresso de recursos de investidores estrangeiros no setor, expressivamente, em edifícios para renda.  

 

Com relação a dados observados junto à empresa de pesquisa imobiliária Buildings, o professor ressaltou que os preços acompanham de perto o desempenho da atividade econômica, o que é evidenciado pela relação da evolução do PIB e de absorção de imóveis corporativos de alto padrão, que hoje enfrentam uma taxa de vacância cada vez mais alta. “A absorção no mercado imobiliário é mais lenta, assim como a recuperação do setor”, destacou.

 

Além disso, para Cláudio Alencar, o atual momento de crise poderia ser a oportunidade ideal para o estabelecimento de um novo sistema para financiamento do setor e de empreendimentos imobiliários.

Fonte: http://centraleurope.corenetglobal.org/brazil/events/new-item/new-item19

 

 

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